Coleção Terra Bárbara

Com quantas histórias se escreve uma cidade: Antônio Sales, Fausto Nilo e Mário Gomes

29 de setembro, às 16h no Café do Belchior

 

Antônio Sales

por Rodrigo Marques

Antônio Sales, nascido em Paracuru, foi romancista e poeta, autor dos importantes “Aves de arribação” e “Trovas do Norte”. É muito lembrado por ter integrado o grupo que fundou a Padaria Espiritual, uma ousada agremiação literária que contava com intelectuais de peso de nossa cidade, como Adolfo Caminha, Antônio Bezerra, Henrique Jorge, entre outros que criticavam o provincianismo de Fortaleza.

Rodrigo Marques é professor de literatura em língua portuguesa na Universidade Estadual do Ceará, campus Quixadá. É mestre em Literatura Brasileira e doutor em Literatura Comparada. É também autor de livros e cordéis premiados.


 

Fausto Nilo

por Marcos Sampaio

Natural de Quixeramobim, Fausto Nilo é compositor, arquiteto e poeta. Gravou seu primeiro grande sucesso, a canção “Fim do mundo”, em 1972. É considerado até hoje, ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Chico Buarque e Noel Rosa, um dos compositores mais exitosos do país, com cerca de 400 sucessos interpretados por inúmeros artistas de peso.

Marcos Sampaio é jornalista e editor-adjunto do caderno Vida&Arte, do Jornal O Povo, no qual assinou reportagens sobre a cena punk de Fortaleza e novos artistas da música cearense. Também apresenta o programa “Barulhinho Bom”, na rádio Calypso FM.


 

Mário Gomes

Por Ethel de Paula

Poeta das praças de Fortaleza, Mário Gomes se transformou em ícone por sua personalidade de andarilho e pela perspicácia de seus escritos. Filho de um motorista e uma costureira, dedicou quatro décadas à poesia do cotidiano e aos descansos na Praça do Ferreira. Em entrevista à jornalista que escreveu o livro, disse “minha casa é meu corpo, meu carro também. Moro dentro dos meus sapatos, ora! Meu nome é Pensamento!”.

Ethel de Paula é jornalista e mestre em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Foi repórter do jornal O Povo e editou a revista Farol, dedicada a reportagem de rua, narrativas e histórias dos moradores da Cidade.


 

Os acordes do tempo em Fortaleza: Dona Mocinha, Ednardo e Petrúcio Maia

30 de setembro, às 15h30 na Ágora da UNI7

 

Dona Mocinha

Por Raphaelle Batista

Grande símbolo do carnaval fortalezense, Dona Mocinha foi dona do tradicional bar que ainda hoje leva seu nome, na rua João Cordeiro, na Praia de Iracema. Desfilou em escolas de samba cariocas fez crescer em torno de sua figura um movimento de valorização do samba e do carnaval de rua na capital cearense. Foi uma das criadoras da escola de samba Girassol, no final da década de 1970.

Raphaelle Batista é jornalista e repórter da TV Ceará. Cobriu cultura durante quatro anos para o caderno Vida&Arte, do jornal O Povo. Nesse período, escreveu o caderno Renato Aragão – O circo do palhaço sem máscara, Prêmio Petrobrás de Jornalismo em 2015.


 

Ednardo

Por Wagner Castro

Cantor e compositor cearense, Ednardo é o autor da canção Pavão Mysteriozo, que já foi regravada por mais de 20 cantores e virou tema da novela Saramandaia, exibida pela TV Globo em 1976. Iniciou carreira naquela década, ao lado de nomes como Fagner, Belchior e Amelinha, e foi protagonista de importantes movimentos musicais, como o Massafeira, que movimentou a cidade de Fortaleza em plena ditadura militar.

Wagner Castro é doutor em educação brasileira, pesquisador da música cearense, cantor e compositor com dois CDs editados, Ambiguidades e Pão. É professor na UNI7 – Centro Universitário 7 de Setembro – e na Faculdade Maurício de Nassau.


Petrúcio Maia

Por Mona Gadelha

Pianista, compositor, ator, cantor e produtor cultural, Petrúcio Maia foi uma das personalidades mais importantes para a consolidação da música cearense no século XX. Oriundo dos espaços universitários, teatros e bares das décadas de 1960 e 1970, fez parcerias com artistas como Fausto Nilo, Augusto Pontes e os irmãos Clodo, e teve suas composições gravadas por Fagner e Ednardo.

Mona Gadelha é cantora, compositora, jornalista e produtora musical. Lançou sete CDs, entre eles Salve a Beleza (2010) e Praia Lírica (2011), tributo à canção cearense dos anos 1970. Coordena a escola de música do Porto Iracema das Artes.