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Ganhadora do prêmio Jabuti 2013, com Ela tem os olhos de Céu, dá dicas de como desenvolver uma boa narrativa aos aspirantes a escritores

Texto: Neyliana Maia Frota (4º semestre – jornalismo/UNI7)

Fotos: Bruno Moura (2º semestre – Publicidade/UNI7)

A escritora e jornalista Socorro Acioli foi a primeira palestrante da 2ª FLI7 (Festa Literária 7 de Setembro), na manhã de sábado, 30. Ela foi recebida no Teatro Nila Gomes Soaréz, da UNI7 (Centro Universitário 7 de Setembro) e falou sobre literatura, deu dicas de escrita e explicou o que é, de fato, a literatura. Socorro, durante a palestra, disse estar muito orgulhosa por uma instituição privada realizar um evento sobre literatura.

De acordo com Acioli, narrar é um dom humano. Mas, há um longo caminho entre narrar uma história e escrever literatura. O ponto de partida para alguém que quer escrever é a leitura, assim como a tentativa de buscar a própria voz. Em suas aulas no Ateliê de Escrita Criativa, realizado aos sábados na Livraria Cultura, Socorro diz que ninguém deve começar a escrever tentando imitar ninguém. Principalmente quando é a imitação de algo que faz sucesso.

Para ter uma formação, é necessária a leitura prazerosa. E ter uma leitura radiográfica, que é ter um olhar crítico; assim como participar de um curso de escrita. “De preferência o meu”, brincou Socorro. “Não existe uma fórmula, receita de bolo, um método infalível de escrever um livro de sucesso. Mas, existem livros assim; e cabe a você entender se eles estão falando de literatura ou de outros tipos de texto”.

Para Socorro, não é necessário escrever e falar sobre a sua vida, mas falar das coisas que tocam a sua própria vida. Não se pode escrever literatura abandonando tudo o que faz parte da condição humana, porque a literatura é um reflexo da condição humana. A escritora também diz que um bom livro é aquele que consegue transmitir a emoção do personagem, mesmo a história sendo distante do nosso cotidiano.

Conteúdo gerado pelo NPJOR/Curso de Jornalismo UNI7