FLI72017: O percurso literário de 80 anos na vida de Marina Colasanti

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Escritora dedicou sua palestra a relatar suas influências, sua paixão por contos de fada e percepções sobre as fragilidades da vida

Texto: Jonathan Silva (4º semestre – Jornalismo/UNI7)

Fotos: Lucas Mota (2º semestre – Jornalismo/UNI7), Bruno Moura (2º semestre/Publicidade/UNI7) e Emerson Maciel (2º semestre/Publicidade/UNI7)

Foram 45 minutos de conversa sobre oito décadas dedicadas à literatura. Na conferência “Um longo percurso calçado de livros”, que faz parte da 2ª FLI7 – Feira Literária da Educadora 7 de Setembro, o público pôde sentir junto com a escritora ítalo-brasileira Marina Colasanti toda a sua paixão pelos livros e o prazer de contar histórias. O evento aconteceu nesta quinta-feira, 28, no Teatro Nila Gomes Soárez, e contou com a presença de alunos, professores e, sobretudo, leitores do trabalho de Marina.

Na última terça-feira, 26, a escritora completou 80 anos, o que lhe rendeu homenagens durante o dia. À tarde, alunos do ensino fundamental do Colégio 7 de Setembro (C7S) a presentearam com um buquê de flores e dedicaram poesias e palavras de gratidão em uma palestra para jovens na Ágora, no 2º andar. Já na palestra da noite, Marina foi recepcionada com um espetáculo de dança do ballet Imaginarium, composto por alunas da academia de dança do C7S.

Ao fazer questão de ficar de pé para falar com os presentes, a escritora antecipou qualquer pergunta sobre o que move seu amor pela literatura até hoje, afirmando: “Eu li quase todos os dias da minha vida”. Defendendo seu gosto por contos de fada – principal fonte de influência do trabalho da escritora em livros infanto-juvenis, como “Mundos Distantes” e “Breve História de Um Pequeno Amor” -, ela pondera que essa história tem similaridade com aspectos da vida adulta, como o amor, o desejo e a morte.

Todo acontecimento de sua vida tem relação com os livros: a infância com o irmão nas colônias italianas na África, os amores da adolescência e as amizades entre escritores (Colasanti era amiga de Clarice Lispector). Não deixando de olhar para o presente, analisou o controle do mercado na literatura e a receptividade da leitura dentro do ambiente escolar. Utilizando de sua experiência, ela diz que “não há meninos leitores se não houver adultos leitores. Agora o que faz um país leitor é uma questão política”.

 

Conteúdo gerado pelo NPJOR/Curso de Jornalismo UNI7