FLI72017: Inclusão e representatividade para crianças na literatura infantil

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Autismo, deficiências, diferenças e minorias atreladas à leitura abrindo portas para a diversidade foram tópicos abordados em noite de palestras da 2ª FLI7

Texto: Matheus Castro (3° Semestre – Jornalismo/UNI7)

Fotos: Deisa Rocha (3° Semestre – Jornalismo/UNI7)

O protagonismo das minorias foi o tema principal da palestra “Literatura e inclusão: histórias que incluem e empoderam as crianças”, com a escritora Tânia Dourado. No terceiro dia da 2ª FLI7 – Festa Literária da Educadora 7 de Setembro, ela relatou sua experiência com livros para crianças, na noite da quinta-feira, 29, na sala 520, da UNI7 (Centro Universitário 7 de Setembro).

Formada em rádio, teatro e televisão, e mestre em Linguística, Tânia lembrou as narrativas das suas obras, em especial a primeira, “Cadê a criança que estava aqui?”, que relata a história de um jovem autista. Lançado no Brasil e na Itália, o livro é o primeiro do segmento infantil com personagem autista como protagonista. Além disso, é vencedor do prêmio de livro mais importante sobre inclusão do Brasil, da Revista Incluir.

‘’A minha ideia é sempre acolher e inquietar. Seja o adulto, seja a criança’’, afirmou a escritora, ao falar da sua motivação para escrever. Outro fator foi a falta de representatividade das minorias na literatura, dando o exemplo da sua vida como professora acadêmica onde teve apenas um aluno negro.

Além de “Cadê a criança que estava aqui?”, Tânia Dourado também publicou ‘’Por que temos medo do escuro?’’, com um protagonista deficiente visual; “E nós, aonde vamos?’’, dando voz a uma cadeirante. E está lançando “Um vestido para Tutti’’. Todos fazem parte da coleção “Criança é diferente”. E finaliza a escritora: “esta é, sem sombra de dúvidas, a minha missão”.

Conteúdo gerado pelo NPJOR/Curso de Jornalismo UNI7