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Ana Miranda e Graça Fonteles compõem mesa analisando a mulher como personagem e escritora ao longo da história, reconhecendo as censuras e avanços desse universo

Texto: Alice Almeida (4° semestre – Jornalismo/UNI7)

Fotos: Emerson Maciel (2° semestre – Publicidade/UNI7) ; Lucas Mota (2º semestre/Publicidade/UNI7)

A primeira palestra da 2ª FLI7 (Festa Literária da Educadora 7 de Setembro) apresentou as visões distintas das duas escritoras cearenses, Ana Miranda e Graça Fonteles sobre a representação do feminino nos livros. Ana teve uma trajetória voltada para artes e cinema, já Graça concentrou seus estudos na relação entre a religiosidade e a mulher.

Ganhadora de oito prêmios na Literatura nacional, dentre eles, dois Jabuti e dois da Academia Brasileira de Letras, Ana Miranda evidenciou interesse no assunto. “No romance, temos as questões de gênero porque ele trata da revelação do ser. Além do mais, as mulheres foram excluídas das artes por muito tempo. Hoje, porém, se fala abertamente sobre isso”.

Graça Fonteles comparou os poemas de Cecília Meireles com salmos bíblicos. Questionada sobre sua relação com a fé, Graça disse sentir-se uma mulher livre. “A religião é liberdade, provoca um abismo entre os homens e Deus, o ser infinito. É nosso papel entender que temos um caminho espiritual a seguir”.

Atualmente, as duas escritoras estão se dedicando a projetos novos. Ana Miranda diz estar em uma “luta interna” com mais um romance histórico e outro de ficção sem data de lançamento. Graça Fonteles lançou em 2016, um livro acadêmico pelo mestrado da Universidade Mackenzie, em São Paulo, intitulado “O sagrado no olhar feminino”.

 

Conteúdo gerado pelo NPJOR/Curso de Jornalismo UNI7