FLI72017: A importância da literatura juvenil para o leitor brasileiro

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Escritora Bárbara Morais debateu temáticas como o preconceito com a literatura atual feita para jovens, a falta de incentivo a outros gêneros literários, e a ausência de leitura dos adultos

Texto: Eduardo Sampaio (5ª semestre – Jornalismo/UNI7)

Fotos: Bruno Moura (2º semestre – Publicidade/UNI7)

No quarto e último dia da 2ª FLI7 (Festa Literária 7 de Setembro), a autora da trilogia Anômalos, Bárbara Morais, conversou sobre “A importância da Literatura Juvenil para o leitor brasileiro”. A conferência aconteceu no Teatro Nila Gomes Soárez, da UNI7 (Centro Universitário 7 de Setembro). A conferencista trouxe reflexões importantes para o público.

Há muito preconceito com o material literário que é produzido para os jovens, atualmente. “Sinto que os jovens estão lendo mais. Mas, até onde estamos os deixando lerem?”, cobrou Bárbara. Para ela, o importante é que o adolescente esteja lendo cada vez mais, independente do gênero escolhido.

Alunos tiveram a oportunidade de fazer perguntas para a escritora

A desaprovação dos mais velhos, pelos livros que os jovens escolhem, é relacionada ao tema da leitura. É bastante comum, por exemplo, ver livros de youtubers, games, séries, no mercado literário atual, como se o audiovisual estivesse migrando para o impresso, ou vice-versa. O que é bom, disse a escritora, é que essa mudança aproxima o leitor, cria uma diversidade de temáticas e abrange mais pessoas.

Em debate, Bárbara afirma que a Literatura Juvenil passou sim por transformações, e ressalta como isso foi gratificante. “Duplicou o número de leitores”. A conferencista também apontou estatísticas que muito não se discutem, como o baixo índice de leitores mais velhos. Para Bárbara, é importante que esse público que compreende dos 40-60 anos em diante, permaneça lendo, mantendo contato com a literatura. “As pessoas leem inspiradas nas outras”, concluiu a autora.

 

Conteúdo gerado pelo NPJOR/Curso de Jornalismo UNI7