FLI72017: Arte urbana faz intervenção na rua adotada Agerson Tabosa

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Uma sexta-feira de grafitagem com participação dos artistas Zé Victor, Cleyton Peixoto, Nódoa, Thyago Cabral, além do grupo Acidum Project

Texto: Lya Cardoso (4º semestre – Jornalismo/UNI7) e Paulo Victor (4ºsemestre- Jornalismo/UNI7)

Fotos: Lucas Mota (2º semestre – Publicidade/UNI7) e Leandro Rabelo (2º semestre – Publicidade/UNI7)

O objetivo foi o de integrar os alunos e além de fazer a ocupação do mobiliário urbano. A iniciativa foi dos cursos de Arquitetura, Comunicação Social, Direito e Design Gráfico, da UNI7 (Centro Acadêmico 7 de Setembro). Assim nasceu o “Mixtura”, festival que reuniu e animou estudantes e professores e convidados com DJ’s, food trucks e murais pintados pelos artistas ao longo do dia e show da banda New Cangaço. A organização foi do Brado – Núcleo de Comunicação e Design UNI7 e foi uma atração paralela da 2ª FLI7 (Festa Literária 7 de Setembro).

A Rua Agerson Tabosa, ao lado da UNI7, paralela à Av. Washington Soares, é a primeira rua adotada por uma pessoa física de Fortaleza. Ela foi apadrinhada pela professora e coordenadora do curso de Direito da UNI7, Maria Vital.

Ela lembra que o processo se deu depois da morte do seu marido e professor, Agerson Tabosa, e foi uma forma de homenagem prestada por amigos e por ela. O Mixtura, segundo a professora, é bastante positivo e a iniciativa dos alunos incentiva para que outras ruas sejam apadrinhadas. Além de dar novos olhos para a cidade, com intervenções, a rua, após o apadrinhamento, passou a ter novos ressignificados.

Para os artistas urbanos, alguns deles formado pela UNI7, foi uma satisfação serem convidados e terem a oportunidade de compartilhar a experiência de trabalho com alunos, ex-professores e amigos da profissão. A arte urbana em Fortaleza está crescendo cada vez mais. O manifesto artístico é uma das formas mais válidas de expressar sentimentos.

Thyago Cabral foi professor de alguns artistas urbanos que  compareceram ao evento e serviu de inspiração para eles começarem a grafitar suas artes (Foto: Leandro Rabelo)

Cauê Pascoa (Caux), ilustrador e aerografista, diz que o melhor de pintar na rua é a interação com outros artistas. Ela se diferencia de outras expressões de arte que geralmente são trabalhadas em ateliês ou em ambientes mais fechados e individuais. Para ele, a chegada de outros projetos à cidade, como o Concreto, festival internacional de arte urbana, o incentivou a ir para a rua sem medo de repressões por conta de sua arte.

Cauê complementa que eventos como o Mixtura, além de deixarem a rua esteticamente mais bonita, tem um processo de preocupação, um espaço para novos artistas se expressarem, além do incentivo ao apadrinhamento de outras áreas da cidade.

Zé Victor, artista urbano e ex-aluno da UNI7, também ressaltou que a experiência foi bastante enriquecedora. Ele, que começou a grafitar incentivado pelo seu professor, Thiago, e gostou muito do convite. Para ele, estão surgindo muitas oportunidades na arte urbana em fortaleza. Zé Victor, que possui um estilo próprio, busca inúmeras referências para seus desenhos como músicas e filmes.

Tiago Cabral, professor do curso de Design da UNI7, comenta que foi uma iniciativa coletiva dos cursos de Comunicação, Design e Arquitetura. O Mixtura é um marco na UNI7, pois é um trabalho colaborativo em que todos os cursos participam juntos. Segundo o professor, a arte feita na rua está em um momento bastante positivo na cidade, “os artistas estão produzindo bastante e os dois exponenciais desse ramo estão no evento: o grupo Acidum e o Narcélio Grud, organizador do festival Concreto”, destacou.

O festival deu oportunidade a novos alunos, independente da capacidade técnica e muitos estão experimentando essa arte pela primeira vez. Tiago afirma que mais do que a arte final que ficará na parede, é o processo de entender como funciona o material. “A universidade está cumprindo seu papel, proporcionando aos alunos produzirem além de salas de aula”, complementou.

 

Conteúdo gerado pelo NPJOR/Curso de Jornalismo UNI7